6) AS VEZES ESTAMOS INCOMODADOS COM ALGUMA COISA E AS PESSOAS, NA INTENÇÃO DE AJUDAR, VEM CONVERSAR COM A GENTE E ACABAM DEIXA-NOS AINDA MAIS IRRITADOS, AÍ CHEGA ALGUEM E CONVERSAR COM A GENTE E NOS ACALMAM E NOS FAZEM SENTIRMOS MELHOR.
QUAL A RELAÇÃO DESSE FATO ESCRITO À CIMA COM A HISTÓRIA DA TARTARUGA
Vocabulário:
Arreliado - Que procura confusão; que sempre está procurando briga; brigão.
Azucrinava - Que importuna; que atazana.
Feita - Data; ocasião.
Coleava - Andar, deslizar; fazendo curvas como serpente
A TARTARUGA
Quando menino eu era impaciente, arreliado e áspero no tratamento com as
outras pessoas. Quando desejava alguma coisa, ao invés de solicitar com educação,
azucrinava os ouvidos alheios até que, para se livrarem de mim, davam-me o que
pretendia. Assim, transformara-me em uma criança pouco simpática. Eu percebia que
aquilo aborrecia muito os meus pais, porém pouco me importava com isso. Desde
que obtivesse o que queria, dava-me por satisfeito. Mas, está claro, se eu
importunava e agredia as pessoas, estas passaram a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e de certa feita me apercebi de que a situação era desconfortável e
me preocupei sem, entretanto, saber como me modificar. O aprendizado me foi dado
em um domingo em que fui, com meus pais e meus irmãos, passar o dia no campo.
Corremos e brincamos muito até que, para descansar um pouco, dirigi-me para a
margem do riacho que coleava entre um pequeno bosque e os campos. Ali encontrei
uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma tartaruga. Examinei-a com
cuidado e quando me aproximei mais o estranho animal encolheu-se e fechou-se
dentro de sua casca. Foi o que bastou. Imediatamente pretendi que ela devia sair e,
tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam na carapaça.
Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando, como sempre, impaciente
e irritado. Foi quando meu pai se aproximou de mim, olhou por um instante o que eu
estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse calmamente:
- Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai conseguir nada, mesmo que
fique um mês cutucando a tartaruga. Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o
bichinho. Acompanhei-o e ele se deteve perto na fogueira que havia acendido com
gravetos do bosque. E me disse: – Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do
fogo. Escolha um lugar morno e agradável. Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob
a ação do leve calor, a tartaruga pôs a cabeça de fora e caminhou tranquilamente em
direção a mim. Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim,
observando: – Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com
elas procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso pode, às vezes,
levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se aborreçam conosco e até,
pelo contrário, com satisfação e espontaneidade.
Autor Desconhecido
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Resposta:
meu amigo (A) isso me parece ser uma resposta pessoal então por mim não tem como te ajuda desde já : Agradeço pela compreensão.
alexandrelukasmf:
não é pessoal não
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