por que no Brasil se adiciona álcool à gasolina?
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vamos por partes.
Primeiramente o Brasil não é o único país a fazer isso, os EUA também fazem só que o álcool deles é metanol (de madeira) e não etanol (de cana).
Existe sim a questão político-econômica, mas não é a mais importante e por isso não será o foco da minha resposta.
A adição de álcool à gasolina foi a solução tupiniquim encontrada para substituir o chumbo tetraetila, componente oxigenante que num passado não muito distante servia para ajustar a octanagem (poder de queima) da gasolina.
Esse chumbo era um componente venenoso e cancerígeno que foi probido pela OMS e pela ONU nos anos 80, muito embora em países pobres da África seu uso se deu até meados dos anos 2000. Além disso, esse chumbo é incompatível com veículos com catalisador.
Voltando à octanagem, a gasolina "pura" possui octanagem baixa, pelo menos a brasileira, que já sai ruim da refinaria. Então para ampliar o poder de queima dessa gasolina, adiciona-se um composto oxigenante, que auxilia na combustão. A gasolina com chumbo somente é permitida no mundo inteiro, para uso em aeronaves com motor movido a esse combustível, já que a presença de álcool pode ocasionar falhas no motor que podem ser extremamente perigosas durante o voo. Mas está sendo mundialmente estudada uma alternativa para a substituição desse aditivo.
Nos países da Europa ao invés de álcool, é adicionado o MTBE. Aqui no Brasil a refinaria Alberto Pasqualini do Rio Grande do Sul, nos tempos de entressafra da cana, também costuma utilizar esse aditivo, que não é tóxico como o chumbo e não danifica os veículos, embora custe mais e por isso eleve o preço do já caro combustível.
Vale lembrar que o álcool que se adiciona à gasolina é o álcool anidro, de comercialização proibida, e cujo teor natural de água é retirado durante um processo laboratorial. Não é o mesmo álcool hidratado comercializado na bomba do posto.
Mais ainda, qualquer tipo de gasolina, mesmo as Podium e Premium, possuem o mesmo teor de 22% (legal) de álcool, a diferença é que estas gasolinas têm grande parte do enxofre eliminado durante o refino.
Abraços.
Primeiramente o Brasil não é o único país a fazer isso, os EUA também fazem só que o álcool deles é metanol (de madeira) e não etanol (de cana).
Existe sim a questão político-econômica, mas não é a mais importante e por isso não será o foco da minha resposta.
A adição de álcool à gasolina foi a solução tupiniquim encontrada para substituir o chumbo tetraetila, componente oxigenante que num passado não muito distante servia para ajustar a octanagem (poder de queima) da gasolina.
Esse chumbo era um componente venenoso e cancerígeno que foi probido pela OMS e pela ONU nos anos 80, muito embora em países pobres da África seu uso se deu até meados dos anos 2000. Além disso, esse chumbo é incompatível com veículos com catalisador.
Voltando à octanagem, a gasolina "pura" possui octanagem baixa, pelo menos a brasileira, que já sai ruim da refinaria. Então para ampliar o poder de queima dessa gasolina, adiciona-se um composto oxigenante, que auxilia na combustão. A gasolina com chumbo somente é permitida no mundo inteiro, para uso em aeronaves com motor movido a esse combustível, já que a presença de álcool pode ocasionar falhas no motor que podem ser extremamente perigosas durante o voo. Mas está sendo mundialmente estudada uma alternativa para a substituição desse aditivo.
Nos países da Europa ao invés de álcool, é adicionado o MTBE. Aqui no Brasil a refinaria Alberto Pasqualini do Rio Grande do Sul, nos tempos de entressafra da cana, também costuma utilizar esse aditivo, que não é tóxico como o chumbo e não danifica os veículos, embora custe mais e por isso eleve o preço do já caro combustível.
Vale lembrar que o álcool que se adiciona à gasolina é o álcool anidro, de comercialização proibida, e cujo teor natural de água é retirado durante um processo laboratorial. Não é o mesmo álcool hidratado comercializado na bomba do posto.
Mais ainda, qualquer tipo de gasolina, mesmo as Podium e Premium, possuem o mesmo teor de 22% (legal) de álcool, a diferença é que estas gasolinas têm grande parte do enxofre eliminado durante o refino.
Abraços.
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