Menos preconceito, Mais indio. o que você entende sobre isso
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Resposta:
#MENOSPRECONCEITOMAISINDIO
Explicação:
NA PARTE MAIS NOROESTE DA AMAZÔNIA BRASILEIRA, REGIÃO CONHECIDA COMO “CABEÇA DO CACHORRO”, VIVEM 24 POVOS INDÍGENAS, ENTRE ELES OS BANIWA. SUAS ALDEIAS ESTÃO ESPALHADAS ESPECIALMENTE AO LONGO DA BACIA DO RIO IÇANA, UM DOS FORMADORES DO RIO NEGRO, NA TRÍPLICE FRONTEIRA ENTRE BRASIL, COLÔMBIA E VENEZUELA.
OS BANIWA SÃO CONHECIDOS POR SUAS CESTARIAS, PIMENTAS E POR MANTER VIVAS SUA LÍNGUA E INÚMERAS TRADIÇÕES, APESAR DE SÉCULOS DE CONTATO COM O “MUNDO DOS BRANCOS”.
PARCEIROS DO ISA EM DIVERSOS PROJETOS DE PROTEÇÃO TERRITORIAL, FORTALECIMENTO CULTURAL E DE ALTERNATIVAS ECONÔMICAS, OS BANIWA PROTAGONIZAM ESTA CAMPANHA SIMBOLIZANDO TODOS OS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL QUE, EM MAIOR OU MENOR GRAU, ENFRENTAM PRECONCEITO SOBRE SUA IDENTIDADE.
Resposta:
Em Guarulhos desde os anos 1990, Paulo Matos da Silva, 45, é cacique do povo Wassu Cocal. Mais populosa cidade do estado depois da capital, com 1,3 milhão de habitantes, o município da Grande São Paulo também é o segundo em população indígena segundo o último Censo do IBGE.
São mais de 1.400 habitantes e ao menos 12 etnias presentes na cidade cujo nome remonta a um povo que viveu em São Paulo até a chegada dos portugueses. Porém, hoje os indígenas que buscam manter a história na região metropolitana são, sobretudo, vindos de outros estados como Silva.
“O objetivo da gente migrar de um estado para outro é pelo melhor para os nossos filhos”, afirma. “Temos muitos indígenas que hoje são médicos, advogados, professores e precisaram fazer essas migrações para vários estados do nosso país.”
Paulo está na segunda passagem pelo estado. A primeira foi em 1994, quando ficou até 2002 e retornou para a aldeia que fica entre as cidades de Joaquim Gomes e Novo Lino, a 70 km de Maceió (AL). Em 2013, decidiu voltar para a Grande São Paulo. “Não importa onde a gente estiver. Somos nativos, somos indígenas, em qualquer lugar que a gente esteja, em qualquer estado”.A trajetória do cacique é semelhante a de outros indígenas que adotaram a capital e os municípios vizinhos. Os últimos dados oficiais, apontam para a presença de 21 mil índios na Grande São Paulo, com aldeias como a Tekoa Itakupe, no Jaraguá, na zona oeste, e o povo Guarani Mbya, em Parelheiros, na zona sul.
Há ainda aqueles que vivem em bairros da capital como na Favela Real Parque, zona sul, onde os Pankararus tentam manter a tradição. Estes grupos ajudam a preservação da cultura indígena que atualmente não conta com os povos originários de São Paulo, que desapareceram no processo de colonização.
PASSADO
A rodovia Índio Tibiriçá, que liga o ABC paulista a Suzano, no Alto Tietê na Grande São Paulo, é uma das poucas referências ao indígena que ajudou na formação da capital. Enquanto ele mantinha a aldeia Ihambipuaçu e conexão direta com o português João Ramalho, fundador da primeira vila da região – Santo André da Borda do Campo, dois irmãos do indígena lideravam grandes aldeias no que hoje conhecemos como periferias. Onde hoje está a capela de São Miguel Arcanjo, na zona leste, Piquerobi tinha a aldeia de Ururaí, enquanto Caiubi era quem atuava em Jerubatuba, um lugar muito grande, onde está a atual Santo Amaro, na zona sul.
A população indígena que vivia no século 16 teve destino pouco feliz. Parte morreu com as doenças trazidas pelos portugueses, parte foi morta em confrontos contra os colonizadores ou em guerras tribais, e alguns foram escravizados.
É dessa época que surgem os chamados aldeamentos, que deram origem ao nome de vários bairros e cidades de São Paulo. Esses espaços criados pelos jesuítas foram utilizados com a missão de catequizar os povos e retirá-los da vida na mata. Eles eram confinados em locais onde deveriam viver e aprender o trabalho.
“Os jesuítas procuraram oferecer, através da reestruturação das sociedades indígenas, uma solução articulada para as questões da dominação e do trabalho indígena. […] O projeto tornou-se um dos sustentáculos da política indigenista do Brasil colonial”, apontou o historiador John Manuel Monteiro, no livro “Negros da Terra – Índios e Bandeirantes nas origens de São Paulo”. O historiador morreu em 2013 e tratou da escravidão indígena no planalto paulista.
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