Eram quase dez horas da manhã, e há muito tempo meu apartamento não me pertencia tanto. No dia anterior, a empregada se despedira. O fato de ninguém andar ou falar e poder provocar acontecimentos alargava em silêncio esta casa onde em semiluxo eu vivo. Atardava-me à mesa do café – como está sendo difícil saber como eu era. No entanto tenho que fazer o esforço de pelo menos me dar uma forma anterior para poder entender o que aconteceu ao ter perdido essa forma. Eu me atardava à mesa do café fazendo bolinhas de miolo de pão – era isso? Preciso saber, preciso saber o que eu era! Eu era isto: eu fazia distraidamente bolinhas redondas com miolo de pão, e minha última e tranquila ligação amorosa dissolvera-se amistosamente com um afago, eu ganhando de novo o gosto ligeiramente insípido e feliz da liberdade. Isto me situa? Sou agradável, tenho amizades sinceras, e ter consciência disso faz com que eu tenha por mim uma amizade aprazível, o que nunca excluiu um certo sentimento irônico por mim mesma, embora sem perseguições. Nesse trecho, qual o sentimento da narradora-personagem em relação a si própria? Explique.
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Neste trecho do texto, o que podemos observar é que existe um sentimento de solidão e tristeza vindo da narradora.
Os sentimentos implícitos nesta narrativa
Ao se queixar que a empregada havia ido embora de seu apartamento, a narrador menciona que alguns hábitos do seu cotidiano parecem sem sentido, como fazer o café da manhã ou tentar se lembrar o que ela fazia para "matar o tempo".
Ela se encontrou fazendo algumas bolinhas de pão, pegando o seu miolo e começando a misturar nas mãos.
A narradora também se lembra de suas amizades e como isso está lhe fazendo falta.
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#SPJ1
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